“A Poesia: Objeto em Extinção no Ecossistema das Mídias?”

Tema de Adalberto Muller (UFF) para a Mesa 2  – Ontologias: Ritmos, Poéticas, Materialidades. 5 de agosto, das 13h às 15h30

A partir de reflexões do realismo especulativo (Harman, Shaviro) e do pensamento de Simondon e Latour sobre os modos de existência, queremos entender a poesia como um lugar (ou um não-lugar) onde se possa pensar os objetos, o espaço, e o discurso dentro do ecossistema tecno-midiático. Na cosmogonia de coisas elaborada por um Francis Ponge, passando pela diversidade de modos de existência da poesia sim-biótica de Manoel de Barros, até a criação de objetos e formas de vida na arte de Jean Brossa e Eduardo Kac, se descortina a tensão entre o humano e o não-humano, no espaço criado pela obra de arte poética: um espaço mínimo, quase extinto, diante da proliferação de formas midiáticas, mas um espaço que é, por isso mesmo, como diz Marianne Moore (outra objetualista), um lugar para o genuíno. Resta saber se, no mundo repetível e replicável da tecnocracia, o genuíno (ainda) interessa.

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