Conferências

Bruno Latour – “Where do objects reside if not in the res extensa?”

While there has been so much insistance on objectivity in the Western self representation, very little effort has been invested in designing for objects a decent place in the naturalists’ official philosophy because of the symmetric obsession for subjectivity and intentionality. Hence the somewhat clandestine life objects had to accept. Through works done in science and technology studies, the lecture will offer a few propositions for designing such alternative places.

Siegfried Zielinski (Universität der Künste Berlin) – “Para uma Diligente Filologia das Coisas Precisas”

Dado que no mundo da natureza não pode existir nenhuma perfeição, ela também não existe no mundo da técnica. Conhecemos apenas tentativas de aproximação à mais alta perfeição. Cada coisa que nós produzimos e construímos é algo aperfeiçoável, improvisado, inadequado e provisório (Pye). Essas imperfeições fundamentais das coisas técnicas e dos sistemas conduz-nos à fundação e embasamento de um conceito. O que se pleiteia é uma (possível) filologia diligente (mas não perfeita) de coisas precisas, que se forma e origina na meta de possibilitar e apoiar as comunicações com os outros, para produzir um acontecimento extraordinário. A função sistêmica dos meios não interessa a essa filologia. A tal projeto corresponde fundamentalmente a idéia de que a linguagem também pode ser compreendida como artefato – e a noção mesmo de artefato é discutida. Como conseqüência da descoberta do estruturalismo, forma-se a noção básica de que o objeto técnico vivido deve ser entendido não como ideologia, mas como doador de idéias para um método de trabalho fundamental. O intercâmbio intensivo entre o ato da desmontagem e aquele da remonategem não é apenas a possibilidade de tornar a ordem da linguagem transparente e transformável. Dominá-lo pode também nos ajudar a “compreender o jogo da produção do novo” (Rheinberger), que se encontra na base dos sistemas experimentais que nós chamamos, em diferentes campos, de pesquisa. As artes, na medida em que produzem o experimantal, nos envolvem naturalmente nesse processo.

Graham Harman (American University of Cairo) – “McLuhan as a Philosopher of Media”

Despite widespread name recognition, Marshall McLuhan continues to be underrated as a serious intellectual figure. This lecture makes the case for McLuhan as pivotal in the humanities, showing that his strongest insights anticipate and even outstrip many of the sharpest insights of the most recent European philosophies. My focus will be on the “tetrad” structure presented in the posthumous Laws of Media, co-authored by McLuhan with his son Eric. Of special interest are the mechanisms by which an overheated medium reverses into its opposite, and the parallel methods by which “artists” (McLuhan’s term) are able to reverse clichés into archetypes. I maintain that McLuhan’s insights into these processes are not just flashy cultural observations, but shed much light on the workings of reality as a whole.

Richard Grusin (University of Wisconsin – Milwalkee) – “Mediashock”

Media today thrive on crisis, shock, and disaster. At the first sign of meteorological turmoil, social unrest, financial turbulence, or natural cataclysm, print, televisual, and networked news media shift into crisis mode, generating on-the-ground reports, live updates, multiple commentaries and breaking news. This talk offers the concept of “mediashock,” as a way to try to make sense of the mood or atmosphere of shock or crisis which media in the 21st century work simultaneously to create and to contain. “Mediashock” can be understood as a form of what Nigel Thrift has characterized as “non-representational theory,” and as such participates in the critique of representationalism that has intensified in cultural, political, and media theory over the past couple of decades. Throughout the talk I emphasize the affectivity of our media themselves and how this is related to the affectivity of these natural/technical disasters or crises, these geotechnical media events which are produced neither by nature or society or technology but which emerge as complex assemblages, new kinds of events or objects or actants in the world that are related to but not finally reducible to the explosion of new information and media technologies in the past few decades. In this talk I will focus mainly on an exemplary case of the connection between the mediation of disasters or crises and the affectivity of disaster or shock that they produce, modulate, amplify, and shape—the remediation and premediation of the Japanese earthquake and tsunami in March 2011 and the still ongoing disaster at the Fukushima Daichii nuclear plant. While mediashock” names a specific condition of the 21st century, the concept also has its historical antecedents. Despite the intensification of media saturation, the unprecedented distribution of communication media and technical devices, and an everyday mediasphere that is much more complex, multiple, and contradictory than in previous centuries, the concept of “mediashock” itself has a genealogy that goes back at least to the beginning of the 20th century. One of the tasks of this initial foray into the concept of mediashock is to sketch out some pieces of this genealogy, to show how earlier theorists have articulated the way in which new technologies of mediation have entailed and brought about fundamental changes in what Walter Benjamin called the “human sensorium” or what Marshall McLuhan denoted as “sense ratios.”

Steven Shaviro (Wayne State University) “Thinking Blind”

Sentience beyond the human: what might it mean? Maureen McHugh’s science fiction short story, “The Kingdom of the Blind,” adresses this dilemma. The story concerns a computer programmer who comes to suspect that the software system for which she helps provide technical support just might be “aware.” The story is something of a speculative realist fable, as it moves from the epistemological question of how we might know that a piece of software is sentient, to the ontological one of what such sentience might be, in and for itself, apart from any correlation with our own thought, or our own ability to understand it and communicate with it. The story does not provide any definitive answers, but it suggests the possibility of a different (nonhuman) model of thought: one that is non-cognitive, non-intentional, non-phenomenological, and “autistic” (taking this latter word without the usual pejorative connotations).

Erick Felinto (UERJ) – “Sobre Alguns Gestos de Flusser e Warburg, ou, como Dar Vida aos Objetos”

Com Mnemosyne, seu extravagante projeto de um atlas de imagens, Aby Warburg inaugura uma nova técnica de leitura iconológica baseada no movimento, na gestualidade e na célebre noção de Pathosformel. Mais que isso, como se sugere no presente trabalho, Warburg abriu campo para inauditos procedimentos analíticos e investigativos no domínio das ciências humanas. Através de uma aproximação do projeto de Warburg com a fenomenologia flusseriana dos gestos, desenvolvida em sua obra Gesten (1994), ainda sem tradução para o português, pretendemos esboçar as linhas de força essenciais de um modelo de crítica cultural fundado em intuição e sensação. Esse projeto apresenta ainda interessantes semelhanças com a proposta de Hans Ulrich Gumbrecht de uma leitura das obras de arte em base não hermenêutica, mas sim fundada na apreensão das “ambiências” (Stimmungen) singulares de cada experiência artística. O que se quer sugerir, portanto, é que esse intrigante encontro entre Flusser e Warburg pode trazer significantes contribuições especialmente para o campo da crítica de arte.

Fátima Régis (UERJ) – “Repensando as articulações entre Comunicação, Cognição e Objetos Técnicos”

A palestra propõe repensar as articulações entre tecnologia, entretenimento e cognição no sistema de mídias contemporâneo. Parte-se da constatação de que as transformações no sistema de mídia e entretenimento têm potencializado práticas de comunicação que demandam uma maior participação do indivíduo (conexão de informações/narrativas fragmentadas, exploração de ambientes, aprendizado de linguagens e interfaces e interação social), estimulando um refinamento de diversas habilidades do usuário. O ponto de interesse aqui se refere ao modo como nessas práticas de comunicação as habilidades cognitivas estimuladas não se reduzem ao conjunto de operações lógicas, associativas e representacionais que, tradicionalmente, considera-se que a mente produz independente do corpo, dos objetos e do mundo. Em vez disso, os processos cognitivos envolvidos nas práticas de comunicação e de entretenimento na cibercultura evidenciam o uso de todo o tipo de sinais e estímulos sensoriais e perceptivos que permitem tanto a formulação de códigos e linguagens atuantes em um regime de representação e simbolismos, quanto de outros processos de intensidades, trocas e afetuosidades que extrapolam o campo da linguagem, embora construam igualmente nossas práticas comunicativas e de sociabilidade.

Para discutir os processos de cognição das práticas da cibercultura, recorremos a autores das ciências cognitivas, neurociências, filosofia e biologia evolucionista (DENNETT, 1996; LAKOFF & JOHNSON, 1999; CLARK, 2001, VARELA, s/d, MATURANA, 2001) que defendem que, para conhecer e atuar no mundo, a mente conta com corpo, ambiente, objetos técnicos e interações sociais.

Desse modo, se as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) podem ser pensadas como tecnologias da inteligência não é somente porque colocam à nossa disposição incontáveis bancos de dados ou potencializam a produção, armazenamento e distribuição de conteúdos. Antes, ao estimular atenção, percepção, funções hápticas, aprendizado de linguagens, sociabilização e outras habilidades, as TIC possibilitam a ativação de todo um conjunto de habilidades e fatores que parece ser a base dos processos cognitivos. Nesse contexto, os objetos técnicos também não são meras ferramentas ou extensões de habilidades humanas, mas atuam de forma dinâmica e complexa no processo cognitivo (HUTCHINS, 1996; NORMAN, 1993; CLARK, 2001, BRUNO, 2002; BRUNO E VAZ, 2002; LATOUR, 2005; VARELA, s/d).

Essa nova concepção de cognição “ampliada” demonstra a fragilidade das fronteiras científicas na atualidade e a rentabilidade do diálogo entre disciplinas como comunicação, educação, antropologia game studies e outras.

Lucia Santaella (PUCSP) – “Pós-humano: próximos passos”

Conforme já explicitei em vários trabalhos anteriores, por trás da diversidade de interpretações, adesões e rejeições às noções do pós-humano subjazem distintos modos de conceber a tecnologia. São essas diferentes concepções que orientam os pontos de vista assumidos diante das determinações históricas contemporâneas que adubaram o terreno em que brotou o pós-humano. Concordando com Sloterdjik de que o horror ao tecnológico é inversamente proporcional ao apego a velhas verdades metafísicas, desprendidos desse apego, temos de constatar que a complexidade dos avanços tecnológicos vem colocando o humano cada vez mais no limiar de uma condição inaudita que vem recebendo o nome de pós-humano. Tendo isso em vista, este trabalho visa discutir os próximos passos e perplexidades que se anunciam para essa condição, colocando em destaque a transmutação daquilo que tranquilamente nos acostumamos a chamar de objetos. Daqui a poucos anos, todas as coisas que nos rodeiam, de certa forma, vão se transformar em seres comunicantes. A informação, que atualmente ainda se encontra confinada em bases de dados, telas de monitores, i-phones, i-pads etc., saltará para os objetos, arquiteturas, roupas e corpos. Virtualmente, qualquer informação transitará das nuvens para quaisquer superfícies com as quais passaremos a estabelecer diálogos. Será que, com isso, as últimas trincheiras das velhas dicotomias epistemológicas entre sujeito e objeto irão , por fim, desabar?

Ian Bogost (Georgia Institute of Technology) – “Woodworking for Philosophers: The Future of Carpentry”

In my book Alien Phenomenology, I advance a theory of “carpentry,” the construction of artifacts that do philosophical work. Yet, I made this argument in written form, the usual method by which philosophical positions have been advanced for as long as modern philosophy can remember. What would it mean to practice carpentry in philosophy more earnestly, to do metaphorical “woodworking” as much as or even more than we do writing? This talk suggests some inroads into such a future.

Adalberto Müller (UFF) – “Mídias: profecias, ontologias e arqueologias”

A irrupção do pensamento sobre as mídias nos países de língua alemã, onde se publicaram desde os anos 80, inúmeros volumes sobre teoria das mídias (Medientheorie), ciência das mídias (Medienwissenschaft),  História das Mídias (Mediengeschichte), Estética das Mídias (Medienästhetik) e, last but not least, sobre  intermedialidade (Intermedialität), está ligada a um progressivo abandono do essencialismo que caracterizou o surgimento das Geisteswissenschaften (Ciências Humanas), além de uma tentativa de sair para fora da tradição hermenêutica, muito forte nesses países. Para entender esse media turn, propomos um panorama dentro do qual podem ser contempladas três tipos de posturas relativamente às mídias: a profecia, a ontologia e a arqueologia. Entender essas três atitudes epistemológicas poderia permitir uma navegação segura por um oceano infindável de textos, posturas e conceitos.

Sybille Krämer (Freie Universität Berlin) – “Medium, Messenger, Trace. Why Transmission Matters”

The impact of the ‘media turn’ can be distilled as follows: Media not only transmit their content, but they construct and constitute what they make present. Media produce what they transmit and thus became a kind of autonomous instance. This position of ‘media generativism’ flourished especially in Germany. But to think of media in terms of a more or less autonomous instance is not the only possible approach. We want to go further in elaborating an alternative view. The messenger who does not speak ‘in his own voice’ but ‘in the voice of the other’ is its central figure. Our question runs as follows: how can we identify the forming and creative power of media with respect to the mediated nature of our experience, perception, communication, and thinking without falling back upon an autonomization of media understood as historical or epistemological apriori? Our answer is: by rehabilitating the fundamental heteronomy of media. We propose to explain this heteronomy by recourse to what we will call the messenger-model. Our assumption is that the figure of the messenger is an illuminating model to expound what is the epistemological and cultural impact of transmission. Yet, our characterization of the messenger model stays incomplete as long as we forget to include the phenomenon of traces, the unintended version of the messenger. Messenger and trace are like the front and flipside of a leaf. What does all this mean for media philosophy?

Maurício Lissovisky (UFRJ) – A Vida Dupla das Imagens

Desde tempos imemoriais desconfia-se que as imagens levam uma vida dupla.  No entanto, com a solitária exceção de Aby Warburg (e sua proposta de uma ciência das formas páticas), as epistemologias e iconologias modernas insistiram longamente nas operações de distinção que, quase sempre em pânico, visavam reduzir sua vida oculta aos domínios instrumentais da retórica, da cultura, da arte ou da história. Mas, como Benjamin havia previsto, a expansão da reprodutibilidade técnica acabou por criar uma nova iconomia ­ – um novo regime de circulação das imagens. Do mesmo modo que o desenvolvimento dos microscópios abriu nossos olhos para toda uma vida minúscula que habitava a superfície árida das coisas do mundo, assim também as novas tecnologias digitais tornaram possível observar, em bases cotidianas, o que antes era o lento e obscuro trabalho do sonho que constituía a vida íntima das imagens.  O dispositivo teórico desta nova condição do imaginário é este que busca inscrever no próprio corpo da imagem as dores da virtualização generalizada.

Joachim Paech (Universität Konstanz) – “Das Unding: Intermediality as a phantasmagorical view of an objective reality”

The concept of intermediality (or Remediation) is based on a negative media theory (Mersch) which changes objects of the reality for their representation into immaterial ghosts or interbeings (‘Undinge’), before it describes intermedially the relation of their forms. My communication will be about history, theory and operations of the intermediality of the “non-things”

Simone Pereira de Sá (UFF) – “Por uma arqueologia das materialidades sonoras”

A palestra vai abordar algumas premissas do campo das materialidades, colocando-a em interlocução com autores do campo dos Estudos de Som (Sound Studies), para fazer um balanço da temática ligada à reflexão sobre som, música, corpo e espaço urbano.

Vinicius Andrade Pereira (UERJ) – “Efeitos materiais dos meios e pesquisas neuro-midiáticas”

O trabalho abordará o que o autor propõe como um novo campo de estudos para a comunicação – nomeado “pesquisas neuro-midiáticas”(Pereira, 2011) – cujo foco são os efeitos materiais dos novos arranjos eambientes midiáticos envolvidos em práticas de comunicação, de sociabilidade e de entretenimento, sobre os corpos e mentes das audiências na contemporaneidade. Para tanto, o autor recupera o que nomeia como “episódios midiáticos extremos”, bem como um conjunto de games e de novas formas de consumo de entretenimento através das mídias digitais, contrapondo-os a estudos de campos correlatos ao campo da comunicação que parecem indicar algumas modulações dos padrões perceptivos, cognitivos e sensoriais dos novos públicos.  Tal proposta é claramente inspirada em Marshall McLuhan e buscará, ainda, pensar possíveis consequências das referidas modulações em campos distintos como educação, consumo de informações e do próprio entretenimento.

Tadeu Capistrano (UFRJ) – A perturbação fotogênica: Poe, Usher e a fantasmagoria

 Durante as primeiras décadas do século XIX, as transformações nos estudos sobre a propagação da luz inauguraram uma nova concepção da óptica, a partir de experimentos de estímulo e resposta com a fisiologia ocular. Nesse contexto, a visão não se tornou apenas um campo de saber a serviço da automação para a produtividade industrial, mas foi se erigindo também como a matriz de uma cultura visual alicerçada em diversos aparatos e espetáculos ilusionistas. Focalizando essa peculiar confluência entre ciência e ilusão, o objetivo deste trabalho é analisar o conto “A queda da casa de Usher”, de Edgar Allan Poe, como um espaço de trucagens fantasmagóricas. Observaremos que nesse texto de 1839 não são apenas tematizadas certas descobertas científicas e alguns entretenimentos visuais de sua época, mas são assimilados também seus mecanismos e objetos, elaborando assim uma composição estética baseada em efeitos de montagem e sugestão, cujos ingredientes ópticos e acústicos sugerem um certo “inconsciente cinematográfico”. Ao esmiuçar essa construção sombria, que reúne clausura, devaneios e aparições espectrais, analisaremos de que modo a casa de Usher guarda os segredos da fantasmagoria de Etienne Gaspard-Robertson, ao mesmo tempo em que antecipa a concepcão de “fotogenia neurastênica”, elaborada por Jean Epstein para relacionar experiência cinematográfica e estados alterados de percepção.

Kathrin Sartingen (Universidade de Viena) – A vida secreta das abelhas: Questões de intermedialidade e transculturalidade

Este trabalho parte da hipótese de que um conjunto de textos literários  e fílmicos do repertório cultural ibérico de meados do século passado, aparentemente sem conexão entre si, estejam interligados pelo papel exercido por um único objeto, o mel, e sua correspondente figura, a abelha. Porém, por ser um detalhe minúsculo, quase invisível nos textos, esse objeto parece dotado de uma certa ‘in-existência’, uma vida secreta, flutuando na superfície dos textos sem nunca ganhar corpo e vida própria. É somente a partir de uma leitura intermedial desses textos ibéricos contrapostos a uma narrativa pré-colonial sul-americana que se desdobram as funções estéticas e narratológicas  desse objeto: o mel, antes objeto oculto,  aparece agora como elo de ligação conectando as diferentes narrativas entre si. Assim, o objeto “mel” e a figura “abelha” se tornam uma chave de leitura de um diálogo transcultural, transformando e ressignificando as diferentes trajetórias subjetivas nos textos.

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