“O pós-humanismo será menos que o humano, ou não será”

Tema de Eduardo Viveiros de Castro (Museu Nacional/UFRJ) para a Mesa 4 – Antropoceno, Pós-Humanismo e Ecologia dos Meios. 6 de agosto, das 9h às 11h30.

Análise crítica da curiosa convergência entre as correntes ditas “aceleracionistas”, situadas à esquerda no espectro politico, que acreditam (a palavra é usada em seu sentido fideísta) em um pós-capitalismo de base hipertecnológica, e os diversos movimentos “economodernistas —Singularitanos, Breakthrough Institute —, que difundem (a palavra é usada em seu sentido de marketing) a promessa de um neo-capitalismo reformado, também de base hipertecnológica. O ponto central da crítica é que nenhuma das duas correntes é capaz de compatibilizar suas visões de um futuro hipertecnológico com as condições espaço-temporais concretas da catástrofe planetária em curso, em partoicular com  a velocidade e intensidade das mudanças termodinâmicas do Sistema Terra. Em poucas palavras, ambas as correntes são versões do antropocentrismo idealista que domina a metafisica ocidental desde seus primórdios, e podem ser definidas como crispações agônicas da Modernidade. Não há pós-humanismo à vista.

Confira a programação

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