Eduardo Kac

Eduardo Kac é reconhecido internacionalmente por seus trabalhos como telepresença e bio art. Pioneiro da arte de telecomunicações no pré-Web 1980, Kac surgiu no início de 1990 com as suas obras radicais combinando telerobótica e organismos vivos. Sua integração da robótica, biologia e rede explora a fluidez das posições de sujeito no mundo pós-digital. Seu trabalho trata de questões que vão desde os mitopoética da experiência on-line (Uirapuru) para o impacto cultural da biotecnologia (Genesis); a partir da condição de mudança de memória na era digital (Time Capsule) a agência coletiva distribuída (Teleporting an Unknown State); a partir da noção problemática do “exótico” (Rara Avis) para a criação da vida e evolução (GFP Bunny).

No alvorecer do século XXI, Kac abriu uma nova direção para a arte contemporânea com a sua “arte transgênica” – primeiro com um trabalho transgênico inovador intitulado Genesis (1999), que incluiu “gene do artista” um ele inventou, e depois com seu coelho fluorescente chamada Alba (2000).

A partir de suas primeiras experiências on-line, em 1985, na convergência do digital e do biológico, Kac sempre investigou as dimensões filosóficas e políticas de processos de comunicação. Igualmente preocupado com a estética e os aspectos sociais da interação verbal e não-verbal, sua obra examina os sistemas linguísticos, as trocas dialógicas e comunicação interespécies. Peças de Kac, que muitas vezes apontam espaços físicos e virtuais, propor formas alternativas de compreensão do papel dos fenômenos de comunicação na criação de realidades compartilhadas.

O trabalho de Kac tem sido exibido internacionalmente em locais como Exit Art e Ronald Feldman Fine Arts, em New York; Maison Européenne de la Photographie, Paris; Castello di Rivoli, Turim, na Itália; Mori Art Museum, Tóquio; Museu Reina Sofia, Madrid; Zendai Museum, em Xangai; e Seoul Museum of Art, na Coréia do Sul. O trabalho de Kac já foi apresentado em bienais, como Yokohama Trienal, Japão; Bienal do Fim do Mundo, Ushuaia, Argentina; Bienal de Gwangju, na Coreia; Bienal de São Paulo, Brasil; e Trienal Internacional de New Media Art, Museu Nacional de Arte da China, Pequim. Seu trabalho é parte da coleção permanente do Museu Victoria & Albert, em Londres, o Museu de Arte Moderna de Nova York, o Museu de Arte Moderna de Valência, Espanha, o Museu ZKM, Karlsruhe, na Alemanha, e do Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, entre outros.

Kac é um membro do conselho editorial da revista Leonardo, publicado pela MIT Press. Os escritos de Kac sobre arte, que apareceram em vários livros e periódicos em muitos países, foram coletados em dois volumes: Telepresence and Bio Art : Networking Humans, Rabbits and Robots(Ann Arbor: University of Michigan Press, 2005) e Luz & Letra (Rio de Janeiro: Contra Capa, 2004). A poesia de Kac é coletado em Hodibis Potax (Edição Ação Poétique, Ivry-sur-Seine (França) e Kibla, Maribor (Eslovénia), 2007). Livros sobre o trabalho de Kac incluem: Eduardo Kac: Mova 36, ​​Elena Giulia Rossi, editor (Paris: Éditions Filigranes, 2005), O Oitavo Dia: A arte transgênica de Eduardo Kac, Sheilah Britton e Dan Collins, eds. (Tempe: ISA / ASU – New York: DAP, 2003) e Eduardo Kac (Valencia: IVAM, 2007).

Artigo:  “Photonic webs in time: the art of holography“, disponível em seu site pessoal.

Palestra: “Transgenic Art”, gravada no 24th Chicago Humanities Festival – ANIMAL.